Sobre o projeto

O Mazzaroth é uma ferramenta de astrologia para quem a estuda e para quem dá consultas, com astronomia rigorosa por baixo: as posições são calculadas, as convenções astrológicas aparecem como convenções, e as fontes vêm citadas.

O que é

O Mazzaroth calcula mapas astrais. O mapa natal tem o Sol, a Lua, os planetas até Plutão, os nodos lunares, o Ascendente e o Meio-do-Céu, nos zodíacos tropical e sideral e em nove sistemas de casas, com os aspetos, as afinidades, os júbilos e as estrelas fixas próximas de cada corpo.

Sem conta, pode simular-se um mapa e ver o céu do momento. Com conta, guardam-se mapas e fichas de pessoas, veem-se trânsitos e comparam-se mapas.

Não toma partido entre escolas. Mostra o que cada técnica calcula e deixa a leitura a quem lê.

Além do signo, mostra em que constelação da IAU está cada corpo no céu. É astronomia, não um zodíaco alternativo.

Enquadramento cultural

Historicamente, a leitura do céu esteve profundamente ligada à observação direta dos astros. As civilizações antigas viram no céu uma tela viva, onde projetaram, e retiraram, narrativas, mitos e sentidos.

Os caldeus desenvolveram tradições sistemáticas de observação planetária; os egípcios integraram o movimento das estrelas nos seus calendários, mitos e práticas rituais; e os gregos herdaram, reinterpretaram e formalizaram grande parte desse conhecimento.

O Mazzaroth parte dessa história: as técnicas que usa vêm destas tradições, e as posições sobre as quais trabalham calculam-se com a astronomia de hoje.

Técnicas tradicionais

O Mazzaroth usa elementos da astrologia tradicional helenística, nomeadamente:

  • Sistemas de casas, das casas iguais e do signo inteiro aos de quadrantes
  • Afinidades: domicílio, exaltação, exílio e queda
  • Secta
  • Júbilos planetários

Estes conceitos surgem em fontes clássicas como Ptolomeu e outros autores helenísticos, com raízes mais antigas nas tradições caldeias e egípcias. A sua inclusão serve como base histórica e comparativa — nunca como dogma final.

As casas não são tratadas aqui como factos astronómicos. O Ascendente e o Meio-do-Céu são ângulos astronómicos validados; os sistemas de casas são convenções astrológicas matematicamente definidas a partir desses ângulos.

Sobre interpretação

O Mazzaroth não escreve interpretações e não faz previsões. Calcula as posições e as técnicas e mostra-as; a leitura fica com quem lê o mapa.

Não diz o que vai acontecer. Mostra o que cada técnica calcula, com as contas à vista.

Motivação

O Mazzaroth nasceu como um simulador do céu e passou a ser uma ferramenta de astrologia, pensada para quem a pratica. Do princípio ficou a vontade de fazer as contas com cuidado e de as mostrar.

Os signos, com o céu por baixo.

Dados

  • Estrelas: catálogo HYG v4.0, de David Nash (astronexus), filtrado até à magnitude 6.
  • Linhas das constelações: cultura celeste «Modern IAU» do Stellarium, ligada às estrelas do HYG.
  • Limites das constelações: d3-celestial (Olaf Frohn, licença BSD-3-Clause), a partir de Davenhall e Leggett (1989), Catalogue of Constellation Boundary Data.

Os dados das estrelas e das linhas foram alterados e estão sob a licença CC BY-SA 4.0, tal como os originais.